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Música como Ferramenta de Inclusão Social

Jabes Felipe

Música como Ferramenta de Inclusão Social

Jabes Felipe, 25 anos, é músico há 12 anos, 6 como profissional e nos últimos 3 anos atua como educador de percussão em grupo, pelo Projeto Guri na Fundação C.A.S.A.

Cursou pela ULM – Universidade Livre de Música, mas ao contrário de muitos que buscam uma satisfação pessoal por meio da arte, ele tem neste intuito não apenas o EU e sim o NÓS.

Durante a vida de músico, 50% dos trabalhos dele têm sido voltados à inclusão social, através do ensino de música para os meninos que cumprem medida socioeducativa, em três unidades da Fundação C.A.S.A. “Uma instituição que a meu ver deixa muito a desejar quando o assunto é sócio educação, apesar das grandes mudanças desde os tempos da FEBEM”, afirma ele.

Jabes, conta que sempre impressiona as pessoas quando diz que trabalha na Fundação, por conta do ambiente de trabalho pressuposto. Porém, o respeito que os meninos têm com os “arte-educadores” é enorme.

“Nossa relação é muito tranquila, pois os alunos que estão privados de liberdade sabem que estamos lá para propor uma mudança de rumo em suas vidas, e mostrar que eles são capazes de quebrar esse ciclo vicioso, muitas vezes hereditário”, afirma o percussionista.

Neste ambiente de extrema carência ele percebeu que a musica é capaz de transformar, tanto quem a executa, como em quem simplesmente a ouve.

Para o profissional, a arte das notas – não os funks opressores e seus derivados -, torna os Seres mais expressivos. Nada melhor do que a música para transmitir os sentimentos quando as palavras não conseguem. “Um instrumento mostra claramente o que há de mais profundo em nossas almas”, relata.

Como exemplo desta reflexão ele indica o solo de sax em "Quando o amor acontece" do CD "Obrigado Gente!" de João Bosco.

A musica para Jabes Felipe tornam as pessoas mais humildes e sociáveis, pois sempre há algo novo a ser aprendido.

“Nada melhor do que música nesta época que vivemos onde os exemplos de conduta estão na novela da 21:00, onde somos importantes pelo que temos e não pelo que somos, onde só existe ‘Eu’ e não ‘Nós’. O objetivo maior é o bem que meu som faz ao grupo em que faço parte e não a meu próprio ego”, explica.

Palavra do Mestre

Sinto-me honrado por Deus quando alguém me diz que ao ouvir o som que fiz causou mudança em sua vida ou quando consigo fazer com que meus alunos gostem de "Amazon River" de Dori Caymmi.

Ouça musica, faça musica, viva musica. Jabes Felipe

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